Fundos imobiliários: volume financeiro cai pela metade em janeiro

 De acordo com dados divulgados recentemente pela BM&FBovespa, os fundos de investimento imobiliário movimentaram R$ 70,46 milhões em janeiro deste ano, o que significa uma queda de 51,12% frente ao mês anterior, quando movimentaram R$ 144,16 milhões. Apesar de o volume financeiro ter sido menor, a quantidade de negócios aumentou.

  Ainda segundo a bolsa paulista, o mês de janeiro terminou com 68 fundos imobiliários registrados e autorizados à negociação nos mercados de bolsa e balcão da BM&FBovespa, o que significam dois fundos a mais do que em dezembro.

  Os fundos imobiliários podem deter participação em imóveis de diferentes tipos, como prédios residenciais, comerciais, industriais, galpões ou shopping centers.Entre as vantagens de investir em imóveis por meio dos fundos, está a diversificação do portfólio com um capital menor e a isenção de Imposto de Renda sobre os rendimentos.

  Para ter esta isenção, o investidor pessoa física deve deter menos de 10% das cotas e o fundo precisa ter, no mínimo, 50 investidores, além de suas cotas serem negociadas em bolsa.

Setor de serviços perde profissionais para construção

A área de asseio e conservação, que inclui ocupações como faxineiros e jardineiros, porta para ingresso no mercado de trabalho, tem perdido alguns de seus profissionais para a construção civil.

As duas exigem pouca qualificação profissional, mas a segunda oferece salários mais competitivos. A área de conservação tem piso de R$ 690. Serventes e contínuos, cargos que não demandam formação profissional, recebem ao menos R$ 910,80.

O segmento foi o que criou mais postos de trabalho no ano passado. Foram 925 mil, de um total de 1,94 milhão no país, segundo o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego).

Índice Nacional de Custo da Construção sobe 0,67%

O INCC-M acumula alta de 7,90% em 12 meses

 A inflação na Construção Civil ganhou força em janeiro. O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M), que mede a evolução de preços no setor, subiu 0,67% este mês, resultado superior a dezembro, quando avançou 0,35%. Medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o índice representa 10% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M).

 Os preços de mão de obra apresentaram uma alta expressiva, de 0,98% em janeiro, após subirem 0,47% em dezembro. Os preços de materiais, equipamentos e serviços também aceleraram, subindo 0,35% este mês, após avanço de 0,23% no mês passado.

 Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas elevações de preço na Construção Civil foram apuradas em ajudante especializado; engenheiro; e servente. Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em perna 3X3/estronca; argamassa; condutores elétricos; eletrodutos de PVC e compensados.

 Em 2011, a inflação no setor de construção civil fechou o ano com alta de 7,58%, taxa idêntica à apurada em 2010.

Apoio à construção civil

A construção civil brasileira vive um momento histórico, registrando crescimento significativo, ano após ano. Em 2012, empresários do ramo estimam que o setor continuará aquecido e vai expandir uma taxa perto de 5%, mesmo patamar registrado em 2011. Trata-se de uma demonstração clara da força crescente do mercado interno, do aumento de renda da população e da ascensão de milhões brasileiros ao mercado de consumo.
O trabalhador é, certamente, o grande beneficiário desse “boom” da construção civil. No primeiro semestre de 2011, o setor foi o segundo que mais gerou empregos formais no País. Foram abertos 186 mil novos postos de trabalho, patamar perto dos 235 mil gerados pela agricultura. E esses empregos com carteira assinada significam mais consumo, mais vendas, mais produção e, afinal, mais empregos.
É por isso que os três níveis de governo precisam avançar com as políticas que estimulam a construção civil. No entanto, devem atuar para diminuir os gargalos do setor. Um deles é a qualificação da mão de obra. Sem profissionais competentes de engenharia civil e bons mestres de obra, pintores, eletricistas e assentadores de cerâmica, entre outros, os empreendimentos passam a enfrentar problemas sérios como crescimento do número de acidentes de trabalho, atraso no cronograma das obras e queda da qualidade do produto final.
A modernização dos métodos construtivos é outro desafio importante. Os investimentos em novas máquinas e equipamentos serão essenciais para construir mais unidades, com prazos mais reduzidos e com custos menores. E também, com inovação tecnológica e mão de obra mais capacitada, experimenta-se uma elevação da produtividade, e essa é uma das formas para assegurar a manutenção de taxas de crescimento altas e, com elas, mais e melhores oportunidades de emprego.

Construção Civil criou 211 mil vagas em 2011

O setor da Construção Civil gerou 211 mil vagas de trabalho no País em 2011 (saldo resultante das contratações e demissões), de acordo com dados divulgados pelo Sindicato da Indústria da Construção de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O total de pessoas empregadas no ramo chegou ao total de 3,040 milhões no fim do ano passado, número 7,5% maior que o registrado no fim de 2010.

O recorde de 2010 se deve ao acúmulo de um grande número de obras que foram adiadas por conta do noticiário sobre a crise internacional, em 2009.

Forbes destaca crescimento de mercado brasileiro

A revista Forbes destaca pujança de mercado imobiliário brasileiro em reportagem. Segundo a publicação norte-americana, se os investidores internacionais se surpreendem com o mercado superaquecido da China, eles precisam estar ligados com o que acontece no Brasil.

De acordo com a Forbes, se, no Brasil, nos últimos cinco anos, houve um extraordinário crescimento do setor dos imóveis, as previsões apontam que os bons ventos soprarão pelos próximos cinco anos.

“Neste momento, a melhor maneira de participar de um boom imobiliário como um investidor, é direcionar seu capital para o Brasil”, disse o executivo de uma empresa de valorização patrimonial.

Esse tipo de comentário soa como uma espécie de bossa nova para os ouvidos dos gestores de fundos internacionais, a exemplo de Joel Wells, que co-gerencia o montante de 356 milhões dólares do Alpine Emerging Markets Real Estate Fund (AEMEX). O fundo tem participação em uma série de construtoras brasileiras e operadores comerciais.

Os preços dos imóveis no país podem ter esfriado nos últimos meses, mas estão aumentando ano a ano. As taxas de juros estão caindo para um dígito. Porém, com a inflação dando sinais de vida, alguns analistas já demonstram certas preocupações.

Mas isso não impede a classe média brasileira de desfrutar da estabilidade econômica que o país atravessa e participar mais ativamente do mercado de imóveis, principalmente porque agora ela já constitui a maioria da população.

Construção Civil colabora com a estabilidade econômica do Brasil

De acordo com dados da CBIC, Câmara Brasileira da Indústria da Construção, em 2011 o crescimento no setor foi de 4,8% em relação a 2010 – acima, portanto do PIB brasileiro. Esse resultado coloca o país bem a frente de qualquer efeito negativo em relação a crise na Europa.

 Outro ponto a ser considerado é a proximidade de eventos internacionais, como a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016), fazendo com que grandes empresas, nacionais e estrangeiras, olhem atentamente para a construção civil no país.

O mercado imobiliário continuará crescendo graças à alta demanda em relação a casa própria, à infraestrutura necessária para atender aos eventos internacionais e às medidas governamentais de incenti vo ao crédito.

 A participação da construção civil na estabilidade econômica brasileira resulta em um giro maior na economia devido às novas oportunidades para profissionais, empresas do setor e consumidor final.

Crédito Habitacional cresceu 44,5% no ano passado

Os financiamentos habitacionais somaram R$ 200,5 bilhões no final do ano passado, com crescimento de 2,7% em dezembro, em relação ao mês anterior. No ano, o aumento foi de 44,5%. Os dados, divulgados no sábado, 27, pelo Banco Central (BC), envolvem operações para compra e construção de moradias, com recursos livres e direcionados.

Segundo o Departamento Econômico do BC, a expectativa é que esse tipo de financiamento continue crescendo acima da média neste ano. O motivo é que o Brasil ainda apresenta crescimento abaixo da expansão desse tipo de financiamento em outros países.

Só agora o país alcançou o patamar de 4,8% do crédito habitacional em relação a tudo o que produz – Produto Interno Bruto (PIB). Em 2010, essa relação estava em 3,7%. O Banco Central acrescentou que o crédito habitacional não crescia tanto em função das taxas de juros alta e da renda e que agora o segmento conta com aprimoramentos e programas que impulsionam a expansão.

Um quarto dos inquilinos deixa aluguel por casa própria

Valor alto dos aluguéis e dificuldades financeiras foram as razões que menos motivaram a devolução de chaves em 2011
Um em cada quatro inquilinos que devolvem as chaves do imóvel alugado o fazem para se mudar para a casa própria.  Ao deixar o imóvel, os inquilinos costumam preencher um formulário onde informam o motivo da desocupação.  Entre janeiro e novembro de 2011, 26% dessas pessoas disseram ter comprado um imóvel.
O segundo motivo mais apontado pelos inquilinos que devolvem as chaves foi a mudança para outra cidade ou estado, que respondeu por 18% das desocupações dos imóveis. Em 15% do total de desocupações, foi o proprietário que pediu o imóvel de volta, para uso próprio ou revenda.
Entre os motivos menos apontados para a devolução das chaves estavam mudança para um imóvel mais próximo ao local de trabalho (10%), aluguel de um imóvel maior (9%) e mudança para imóvel menor (5%).
Curiosamente, os valores altos dos aluguéis não foram, no ano passado, grandes motivadores de devolução de chaves por parte dos inquilinos. Os motivos menos apontados foram valor alto do aluguel (4%) e dificuldades financeiras (3%). Os restantes 10% das desocupações tiveram outros motivos.

Construção Civil gerou cerca de 314 mil empregos em 2011

O setor chega à expressiva marca de quase 3,2 milhões de trabalhadores regularizados
Um pesquisa encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), revela a contratação de 16 mil trabalhadores no Brasil somente no mês de outubro. Assim, o setor da construção civil chega à expressiva marca de quase 3,2 milhões de trabalhadores regularizados.
A expansão do crédito habitacional, que atingiu patamar de R$ 117 bilhões, e o incentivo do programa Minha Casa, Minha Vida, que tem mais de 60% do total de 1 milhão de unidades em fase de construção, estão entre os fatores que geram o otimismo dos empresários e das entidades dos setores imobiliário e da construção.
O próximo ano revela uma projeção de crescimento de 5,2%, pois há sinais de que o crédito imobiliário deve crescer entre 30% e 40%. Além disso, o programa Minha Casa, Minha Vida ainda terá milhares de unidades entregues, as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 devem ser aceleradas e o ano eleitoral deve ser responsável por alavancar a injeção dos recursos.